02/08/2026
Nessas eleições emerge das profundezas da tecnologia um detalhe preocupante: o uso desregrado da Inteligência Artificial. A Justiça Eleitoral precisa agir, para conter abusos que visam ludibriar a boa fé do eleitor e produzir resultados nefastos para a democracia brasileira. O que inquieta é a compulsão pela leniência com um determinado espectro político-ideológico já demonstrada pelo atual presidente do TSE, ministro Nunes Marques.
Há um alerta do jurista e constitucionalista Pedro Serrano sobre a manipulação por IA da imagem de Jair Bolsonaro que, impedido de se manifestar politicamente pela justiça, apareceu na convenção do PL manifestando apoio à candidatura do filho Flávio. O mesmo vídeo teria sido exibido em outros ambientes fechados, como o da convenção que homologou a candidatura Tarcísio de Freitas à reeleição de governador de São Paulo.
Serrano lembra, a propósito, que a Justiça Eleitoral não pode atuar apenas como tribunal de conflitos,” mas sim, exercer com firmeza o seu papel regulador para conter distorções graves no pleito. O uso indevido de simulações virtuais por deep fakes para simular declarações de figuras públicas , abre um procedente muito perigoso”.
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