08/08/2026
Daniel Vorcaro tinha vida de nababo e agora, de presidiário. Vivia viajando e ostentando, como já restou provado, com dinheiro público, inclusive de fundos de pensão de servidores públicos, de estados e municípios, aplicados no Banco Master por governadores e prefeitos investigados. Agoniado e à beira de um ataque de nervos, o banqueiro bandido tenta novamente, pelo benefício da delação premiada, deixar as quatro paredes da Papudinha para viver no conforto do seu lar, ainda que usando tornozeleira. Já tentou duas vezes e seu pedido foi negado, por insistir em proteger figuras proeminentes do esquema criminoso que vinha pilotando desde o início do governo de Jair Bolsonaro.
Agora, informa a revista Fórum, Vorcaro faz sua terceira tentativa junto à Polícia Federal e ao Ministério Público, que querem ouvir da boca dele, nomes de peixes graúdos que omitiu nos pedidos anteriores. Entre esses nomes estariam o de Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro, que o chamou de irmão em mensagem de whatsApp, ao cobrar os R$ 73 milhões restantes dos R$ 134 milhões “pedidos “ pelo senador e presidenciável para bancar o filme Dark Horse. O problema é que a delação depende do ministro do STF André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro e a quem parece querer pagar a dívida de gratidão. Como Mendonça está sob pressão dos colegas da mais alta corte de justiça do país, pode ser Vorcaro ganhe a liberdade condicional, entregando quem tentava proteger.
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