14/08/2026
Há uma mobilização nacional contra o feminicídio, que parece uma doença social de cura muito difícil. A justiça faz sua parte, a polícia atua, a sociedade repudia, mas a doença não sara. O problema está exatamente aonde ? Existem várias explicações, porém nenhuma delas apontou caminhos para a solução definitiva até agora.
O endurecimento da legislação e a atuação eficaz das forças de segurança só apagam, mas não evitam o incêndio. Cientistas sociais apontam a raiz do problema, que está na cultura machista. Mudar isso demora gerações, porém a necessidade de proteção às mulheres não pode esperar.
A busca de mecanismos eficazes que possam garantir proteção imediata às mulheres ameaçadas é incessante. Terça-feira próxima, por exemplo, haverá no âmbito do Pacto Brasil contra o Feminicídio uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná . Vão estar presentes ministros do governo Lula e a primeira dama Janja da Silva. Se da discussão nasce a luz, tomara que os debatedores consigam acender aquela lampadazinha instalada há tempo no fim do túnel, mas sempre apagada. Que os anjos digam amém.
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