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A geopolítica explica

04/09/2026

Arquétipo é um modelo original, padrão de imagem que dita comportamento coletivo. Então raciocine comigo: Bolsonaro criou, certamente orientado pelos gênios do mal Olavo de Carvalho e Steve Banon, o arquétipo “Lula ladrão”, que se transformou em um mantra do bolsonarismo no Brasil. Isso explica, à luz de Platão, porque o atual presidente da república é sempre relacionado pela  extrema-direita ao crime do colarinho branco. Ao que se sabe, Lula foi um dos políticos brasileiros mais investigados na história da república e pelo menos até agora, nenhuma prova irrefutável dos crimes atribuídos a ele foi encontrada. Nem mesmo pelo obcecado Sérgio Moro que o colocou 580 dias na prisão por conta de um triplex que nunca deixou de pertencer a Léo Pinheiro, o delator da OAS na operação Lava Jato.

Vamos lembrar que a partir de 2018, quando os bruxos Banon e Olavo de Carvalho conseguiram a mágica de fazer de Jair Bolsonaro presidente do Brasil o mantra “Lula Ladrão” foi introjetado nos corações e mentes de milhões de admiradores do mito, agora condenado e preso por tentativa de golpe de estado. O que mais intriga, e a ciência política não dá conta de explicar isso, é que depois de tudo o que aconteceu nos quatro anos do governo Bolsonaro, o Brasil ainda não conseguiu virar essa página. A extrema-direita, por conseguinte,  continua inflando o balão do golpismo e seguindo com seu projeto de ameaça constante às nossas instituições democráticas.

 

O que está por trás da obsessão do governo dos Estados Unidos pela transformação da América do Sul em quintal de Washington  é o medo da China. O país asiático se impõe no mundo global como grande potência, econômica e tecnológica. Liderando os Brics ao lado do Brasil, a China ameaça o poderio americano, que tenta se impor no Ocidente com tarifaços e retaliações que beiram a delinquência. E por que o Brasil é hoje o alvo preferencial da grande potencia? Porque o Brasil é o detentor da segunda maior reserva de terras raras do planeta. E terras raras, todos sabem, é o mineral crítico fundamental para o  desenvolvimento da alta tecnologia, principalmente da inteligência artificial. E claro, para sequestrar essa preciosidade, nada mais conveniente do que ter vassalos no comando do país. Isso explica o empenho do topetudo da Casa Branca pela eleição de Flávio Bolsonaro. Impedir  o sequestro da soberania nacional só depende de nós, eleitores. É pegar ou largar.

 

 

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